Bahíyyih Khánum

De Bahaikipedia

Bahíyyih Khánum

A Folha Mais Sagrada, 49 anos
Nascimento Bahá'íyyih Núrí
1846
Teerã, Pérsia
Falecimento 15 de Julho de 1932 (86 anos)
Haifa, Israel
Título(s) A Folha Mais Sagrada (Ḥadrat-i-Varaqiyih-'Ulyá)
Pais Pai: Bahá’u’lláh
Mãe: Navváb

A Folha Mais Sagrada, Bahíyyih Khánum (1846 - 15 de Julho de 1932) foi a segunda criança e a primeira filha de Bahá’u’lláh e sua esposa Ásíyih Khánum. Conhecida pelo seus amigos persas como "Ḥadrat-i-Varaqiyih-'Ulyá" que significa sua Santidade a Folha Mais Sagrada. Reverenciada pelos bahá'ís, ela é homenageada como a mulher mais destacada na Fé Bahá'í.

Tabela de conteúdo

[editar] Juventude e Exílio para Bagdá

A Folha Mais Sagrada nasceu em Teerã em 1846. Bahá’u’lláh, que considerava ela como Sua filha mais amada, e a bela esposa Navváb Khánum deu o nome de “Bahá’íyyih” para a sua filha. O nome, nunca ouvido antes, vem da palavra árabe “Bahá” que significa “glória” ou “esplendor”. A segunda criança do jovem casal, a Folha Mais Sagrada vivia em uma vida feliz e privilegiada em sua mansão. Vinda de uma família destacada “Núrí”, ela era uma descendente dos antigos reis da Pérsia e até do profeta Zoroastro; portanto ao contrário de muitas meninas de sua época, Bahíyyih Khánum recebeu uma educação de mestres em persa, árabe e turco. A Folha Mais Sagrada disse como ela “amava brincar em seus lindos jardins” junto com seu irmão mais velho ‘Abbás.

Infelizmente, a felicidade durou pouco. Quando ela tinha seis anos seu Pai foi preso e tomado como prisioneiro na masmorra de Siyáh-Chál em Teerã. Sua casa foi confiscada e tudo dentro havia sido tomado. Isso incluia mobílias, livros, ornamentos, e outros pertences. Ásíyih Khánum tomou conta da família, cuidando e corajosamente protegendo eles.

Quando ela tinha sete, junto com a família inteira de Bahá'u'llah e um grupo de babís devotados, foram exilados do Irã. Depois de uma jornada de três meses, ela finalmente chegou em Bagdá. Enquanto estava em Bagdá, a Folha Mais Sagrada teve que dividir um quarto com seu irmão ‘Abdu’l-Bahá, sua mãe e um recém nascido irmão. A família Sagrada frequentemente enfrentavam pobreza e fome e tudo que eles tinham acabou sendo roubado. Mírzá Músá que era um tio bom e amável veio para tentar ajudá-los.

Em Bagdá, o meio-irmão de Bahá'u'lláh, Mirza Yahyá, veio para Bagdá. Com inveja e ódio de Bahá'u'lláh ele tentou criar o máximo de caos e desunidade possível. Bahá'u'lláh para evitar que a desunião na comunidade aumentasse com a forte oposição de Mirza Yahyá, decidiu se retirar para as montanhas e orar e pedir por guia para Deus. A família Sagrada passou a ser cuidado por Mirza Yahyá. Por covardia, Mirza Yahyá trancou todas as portas para que ninguém pudesse visitar a família Sagrada. Ele também não permitiu que um doutor viesse e curasse o recém nascido bebê que havia nascido. O bebê faleceu e é um mistério aonde ele foi enterrado. Ela descreveu na obra "A Estrada Escolhida"; "O doce corpo do belo bebê foi dado para um homem, que tomou, e nós nunca descobrimos onde que ele foi levado. Eu lembro tão claramente da mágoa daqueles dias." A Folha Mais Sagrada foi proibida ficou proibida de sair e brincar com a criança.

[editar] Cidade-Prisão de 'Akká

Shoghi Effendi e Bahíyyih Khánum

De Bagdá, a família sagrada e amigos foram enviados para Constantinopla. De Constantinopla eles foram enviados para Adrianópolis e finalmente enviados para a cidade-prisão de 'Akká. Com a chegada na baía de 'Akká, rebeldes furiosos gritavam xingamentos e atiravam pedras neles. A Folha Mais Sagrada, aos 22 anos, sofria de fome, sede e exaustão. A família sagrada e os amigos foram então jogados na prisão suja, bem no centro da cidade. Ele cheirava horrivelmente e a única água que eles podiam ter acesso era em um poço de água suja em um chão enlameado. A Folha Mais Sagrada pôs a água perto de seus lábios, entretanto o fedor era insuportável a ponto que ela chegou a desmaiar. A família Sagrada e os amigos não receberem comida e água apropriada por 3 dias.

Durante o aprisionamento, seu amado irmão mais novo Mírzá Mihdí, O Ramo Mais Puro caiu de uma clarabóia enquanto ele orava e foi machucado severamente. Bahá'u'lláh disse ao Ramo Mais Puro que podia curá-Lo de suas feridas para sobreviver. No entanto, O Ramo Mais Puro recusou a cura e quis sacrificar a sua vida para que os portões da prisão fossem abertas para libertar Bahá'u'lláh e que os peregrinos pudessem visitá-Lo. Ele tinha apenas 22 anos na época. A Folha Mais Sagrada guardou seus colares de oração e suas roupas. Quatro dias depois, a família Sagrada e seus amigos foram libertos da prisão e receberam a permissão de morar nas casas próxima da região. Na casa que passaram a morar se encheu de peregrinos, e a Folha Mais Sagrada frequentemente dava o seu quarto para os amigos americanos que faziam peregrinação. Seu coração puro e gentil tocou todos que ficavam próximo dela. Em sua juventude, como a sua mãe, a Folha Mais Sagrada foi reverenciada como a grande beleza e tanto como muitos babís e bahá'ís depois se interessaram nela. No entanto, ela pediu ao seu Pai se ela podia permanecer solteira e devotar a sua vida inteiramente a família e a Fé. Seu Pai receptivamente aceitou seu pedido embora era algo estranho para um moça na sua época fazer isso.

[editar] Após o falecimento de Bahá'u'lláh

A foto mais antiga da Folha Mais Sagrada. Infelizmente não há fotos dela tirada na sua juventude.

Bahá'u'lláh faleceu em 1892 e a Folha Mais Sagrada dedicou seus serviços para o seu irmão ‘Abdu’l-Bahá. A Folha Mais Sagrada ajudou a servir os peregrinos que visitavam 'Akká. Embora tinha uma saúde fraca, ela era totalmente abnegada providenciando dinheiro e comida para os pobres. Ela frequentemente focava-se em cuidar das crianças e mulheres. No período da Primeira Guerra Mundial a Folha Mais Sagrada providenciou comida, roupas, dinheiro e medicamentos para os necessitados e famintos. Em 'Akká, os restos mortais do Báb foram guardados em seu quarto até eles serem oficialmente sepultados no Monte Carmelo.

[editar] Ministério de Shoghi Effendi

‘Abdu’l-Bahá; Centro do Convênio, Mistério de Deus, Exemplo Perfeito faleceu em 1921. Era a idéia da Folha Mais Sagrada de sepultar o corpo santo de ‘Abdu’l-Bahá no Santuário do Báb. Durante o período da ausência de Shoghi Effendi foi a Folha Mais Sagrada que tomou conta da administração da Fé Bahá'í.

[editar] Últimos Anos e Ascensão

Última imagem da Bahíyyih Khánum

Durante o final da década de 1920 a saúde da Folha Mais Sagrada começou a piorar. Ela ainda no entanto, ajudava os pioneiros e fazia caridade. Ela faleceu no dia 15 de Julho de 1931 com 86 anos. Sua vida inteira foi dedicada para a sua família, a Fé e aos pobres e necessitados. Depois de seu falecimento Shoghi Effendi suspendeu todos os festivais religiosos por nove meses, ele descreveu ela como "pura, alma angélica". Ela está sepultada no belos Jardins dos Monumentos.

[editar] Nas Escrituras

Bahá'u'lláh disse que a Folha Mais Sagrada foi uma das mulheres mais extraordinárias que existiu: "Verdadeiramente, Nós elevamos ela ao nível de um dos mais destacados de seu sexo, e garantimos a ela, na Minha corte, uma estação tal que nenhuma mulher superou." (Bahá'u'lláh, citação no Mundo Bahá'í, vol. V, p. 171)

‘Abdu’l-Bahá escreveu muitas cartas tocantes para a Sua irmã quando estavam distantes. Ele escreveu: "Ó minha amada, irmã espiritualmente profunda! Dia e noite tens vivido em minha memória. Quando eu lembro de ti meu coração aumenta de tristeza e meu arrependimento fica mais intenso. Não lamente, que eu sou a verdade, o confortador infalível"

[editar] Legado

Bahíyyih Khánum tinha uma amizade muito grande com sua cunhada Munírih Khánum.

Para os bahá'ís, a Folha Mais Sagrada é um imagem de piedade, abnegação e devoção. Shoghi Effendi escreve: "Que Deus nos ajude a seguir o seu exemplo.." Embora ela não seja o Exemplo Perfeito, ela ainda é reverenciada e admirada. Reverenciada e amada, ela sempre estará no coração dos bahá'ís no mundo.

[editar] Referências

  • Escrituras de e sobre Bahiyyih Khanum, a Folha Mais Sagrada.
  • A Enciclopédia Concisa da Fé Bahá'í
  • Estórias da Folha Mais Sagrada
  • A Estrada Escolhida, Lady Blomfield



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